domingo, 17 de junho de 2012

Brasil assumiu a presidência da Rio+20 no sábado (16.06.12)


Conforme nota do ambientebrasil de 16 / 06 / 2012,  a ONU disse que o Brasil assumiu a presidência da Rio+20 ontem (sábado).

O Brasil assume a presidência da Rio+20 a partir deste sábado (16), informou o diretor da divisão de Desenvolvimento Sustentável da ONU, Nilchil Seth, durante coletiva de imprensa no Riocentro nesta sexta (15). O Brasil é o país-sede da conferência e assumir a presidência já era algo esperado a essa altura das negociações.
O principal desafio será mediar as negociações diplomáticas em torno do documento final da cúpula da ONU, devido à falta de acordo entre os 193 países que negociam o texto.
“A responsabilidade passa amanhã para o Brasil, que tem que decidir e explicar para os participantes qual é o programa para os próximos três dias. Os Estados-membros estão preocupados com os trabalhos da delegação. Esperamos que até 19 de junho esteja tudo concluído. A hora é de urgência. (…) O tempo não está a nosso favor,” disse Seth.
De acordo com o representante da ONU, em apenas 28% do texto final houve consenso entre os países, mas, segundo ele, a maior parte das pendências do documento deverá chegar aos chefes de Estado já resolvida. “Não existe um plano B”, disse.
O diretor explicou ainda que um dos assuntos que deve ser levado para a cúpula de alto nível é a discussão sobre “as reponsabilidades comuns, porém diferenciadas”, inserida nos “Princípios do Rio”, um dos documentos criados na Rio 92.
Na prática, o termo indica que todos os países devem cumprir as iniciativas propostas na conferência, porém, em proporções diferentes.
Sobre o debate dos meios de financiamento do desenvolvimento sustentável, Seth afirmou que, em nenhum momento, houve citação de valores no documento. Entretanto, ele citou que um novo texto sobre o assunto foi elaborado pelo G77+China, grupo de discussão que o Brasil faz parte.
Intervenção – De acordo com o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, um dos negociadores-chefe da delegação brasileira, o governo considera necessário assumir a presidência para concluir o debate sobre o texto, ainda com entraves em diversos capítulos.
A chamada “Reunião do Comitê Preparatório”, que antecede o segmento de alto nível, com os chefes de Estado, deveria se encerrar com um acordo finalizado ainda nesta sexta.
Entretanto, já em seu segundo dia, a própria direção da ONU previu a possibilidade de prorrogação das discussões para o fim de semana, por dificuldades apresentadas pelos diplomatas envolvidos.
Entre os principais entraves na negociação estão a definição dos meios de implementação do desenvolvimento sustentável no mundo – formas de financiamento, transferência de tecnologia para o mundo em desenvolvimento e capacitação.
Ainda há uma discussão sobre um fundo internacional de US$ 30 bilhões ao ano para bancar projetos sustentáveis nos países, mas já existe uma grande rejeição das nações ricas devido à crise mundial.
Outros assuntos, porém, tiveram andamento, segundo a delegação brasileira. Já há acordos para a criação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que devem auxiliar os governos a implantar uma economia verde (pensando nas questões econômicas, sociais e ambientais) e também um “consenso grande” de que o Programa das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, o Pnuma, deve ser fortalecido e não se tornar uma super agência. (Fonte: Eduardo Carvalho/ G1).
Salvador, 17.06.12 (Biól. Sonia Portugal).

Bicicletas de bambu são a novidade nas ruas de São Paulo


Bicicletas de bambu são a novidade nas ruas de São Paulo

As bicicletas de bambu começaram a andar pela cidade de São Paulo. Elas fazem parte do “Escolas de Bicicleta”, um projeto criado pela Secretaria Municipal de Educação que tem como proposta formar ciclistas urbanos.
O bambu é um dos materiais mais sustentáveis do mundo. Bonito, resistente e renovável, já conquistou seu espaço em grandes construções e começa a ser pensado também como alternativa para outros meios.
Curioso pensar, contudo, que no distante ano de 1995 (quando não se discutia diariamente o futuro do planeta) o designer brasileiro Flávio Deslandes criou os quadros (a estrutura central da bicicleta) de bambu.
Além de incentivar o uso de um material natural, a ideia já estimulava que a população andasse menos de carro, produzisse menos poluição e consequentemente, tivesse uma vida mais saudável.
As bicicletas, atualmente, estão sendo construídas dentro do Centro Educacional Unificado (CEU) Jardim Paulistano.
Escolas de Bicicleta – O projeto “Escolas de Bicicleta” é destinado a estudantes dos CEUs que tenham entre 12 e 14 anos.
O programa visa ensinar e preparar os jovens a se locomoverem no percurso casa-CEU-casa sem correr nenhum tipo de risco.
Acompanhados por um monitor, os grupos são formados por cerca de 15 alunos. Depois de um mês de aula, eles recebem um certificado que os aprova a fazer o trajeto com os colegas.
Além das bicicletas e do certificado, os alunos recebem um kit com capacete, iluminação, colete refletivo, bagageiro e alforje (um tipo de sacola), buzina, retrovisor e cadeado.
O dinamarquês Eduardo de Luna Freire Bueno, especialista em mobilidade urbana, é um dos responsáveis pelo sucesso da proposta. Ele criou o conceito em seu país natal e espera inspirar outras cidades do mundo.
Futuro – O desejo do projeto é, até dezembro de 2012, equipar todos os CEUs da cidade e formar cerca de 4,6 mil novos ciclistas. (Fonte: Folha.com)

Menina que ‘calou o mundo’ na Rio 92 volta como ativista para a Rio+20


Menina que ‘calou o mundo’ na Rio 92 volta como ativista para a Rio+20

Há 20 anos, a canadense Severn Cullis-Suzuki ficou conhecida como “a menina que silenciou o mundo por cinco minutos” por seu discurso feito para delegados e chefes de Estado na Rio 92. Aos 12 anos de idade, conseguiu emocionar os presentes no Riocentro com frases marcantes como “sou apenas uma criança e não tenho as soluções, mas quero que saibam que vocês também não têm”.
Já crescida, com 32 anos, mãe de dois filhos e pós-graduada em etnobotânica, Severn retorna ao Brasil para a Rio+20, e quer mais uma vez a atenção dos chefes de Estado para alertar que desde 1992, quase nada mudou.
Antes, na terça-feira (12), em preparação à cúpula da ONU, faz uma palestra na TedXRio+20, realizado no Forte de Copacabana, dentro do projeto Humanidade 2012.
Nas duas oportunidades, a ativista tentará alertar que o mundo não conseguiu superar seus problemas ecológicos existentes há duas décadas, já que os governantes “pensam apenas na incerteza econômica, não na ambiental”.
Em entrevista ao G1, ela afirma que a população ainda não percebeu o significado da crise ecológica e que “estamos vivendo um novo evento de extinção em massa no planeta”.
Sobre ao Brasil, Severn diz que o país tem, na Rio+20, a chance de assumir a liderança ambiental, mesmo, segundo ela, o governo tendo comprometido a Amazônia ao mudar o Código Florestal e autorizar as obras da hidrelétrica de Belo Monte, que considera uma “tragédia para o mundo”.
Discurso – Severn conta que seu discurso na Rio 92 ocorreu após convite das Nações Unidas, que tentava reajustar o cronograma das plenárias de chefes de Estado. Ela, que estava no Brasil junto com outros adolescentes da ONG Eco (Environmental Children’s Organization, fundada por Severn) foi escolhida para falar aos delegados e utilizou o período de cinco minutos para abordar questões importantes como o buraco na camada de ozônio e o impacto da mudança climática em seu país, o Canadá.
“Vi que muitas pessoas choraram após o discurso. Desde então, milhões de pessoas viram o vídeo [que está no YouTube e já teve mais de 23 milhões de acessos]. Ainda recebo correspondências sobre isso, mas 20 anos depois, o que mudou? Ainda procuro provas de que minhas palavras fizeram diferença”.
Severn afirma que nas duas décadas que se passaram, a comunicação e a velocidade da informação melhoraram devido à internet. Mas, na perspectiva ecológica, o mundo continua “em sérios apuros”. Para ela, “nosso estilo de vida está com prazo estourado e não seremos capazes de sustentá-lo, pois nossos ecossistemas estão no limite”.
Ela comenta que a mudança climática é um crime “intergeracional”, ou seja, que passará por várias gerações, e se diz envergonhada com a atitude do governo do Canadá ao se retirar do Protocolo de Kyoto, em dezembro de 2011, por não conseguir cumprir as metas de redução de gases de efeito estufa.
“Estou absolutamente envergonhada. Em 20 anos, meu país deixou de ser um campeão da sustentabilidade para se tornar um retardatário ambiental”.
Brasil e Rio+20 – Sobre a discussão ambiental no Brasil, Severn diz que empreendimentos como a usina hidrelétrica de Belo Monte, em construção no Rio Xingu, no Pará, só demonstram que o mundo não valoriza os serviços ambientais da Amazônia. Ela se diz desapontada com o andamento da construção e com mudanças recentes nalegislação ambiental (Código Florestal) que “irão comprometer a floresta devido ao aumento da exploração madeireira”.
“É o pulmão do mundo e devemos pagar para que a Amazônia permaneça intacta”.
Sobre a Rio+20, a canadense afirma que a conferência só conseguirá êxito se os governos deixarem de pensar nas crises econômicas e passarem a planejar uma forma de socorrer o meio ambiente nos mesmos métodos aplicados para socorrer bancos, com a injeção de dinheiro. “Devemos reduzir nossa pegada ecológica e começar a usar a nossa voz.”
Questionada sobre qual será o cenário do mundo daqui 20 anos, na Rio+40, Severn foi enfática: “verei isto a partir da próxima semana”. (Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)
SSA, 17.06.12

Rio+20 promoverá papel da mulher no desenvolvimento sustentável


Rio+20 promoverá papel da mulher no desenvolvimento sustentável, diz Bachelet

A diretora-executiva da ONU Mulheres, a ex-presidenta chilena Michelle Bachelet, quer que os líderes mundiais presentes na Rio+20 reconheçam e promovam o papel da mulher para tornar realidade o desenvolvimento sustentável.
“Queremos gerar a maior quantidade de apoio à igualdade de gênero e à capacitação da mulher, porque a mulher é uma peça-chave para o desenvolvimento sustentável”, disse Bachelet
Bachelet, que viajará ao Brasil na próxima semana, liderará os esforços da ONU Mulheres na chamada Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que acontecerá no Rio de Janeiro de 20 a 22 de junho, para que se reconheça “o papel vital da mulher” na busca por um futuro melhor para o planeta.
“Se conseguirmos avançar mais rapidamente em questões da igualdade de gênero, também vamos avançar mais rapidamente no desenvolvimento sustentável”, ressaltou a responsável da ONU Mulheres.
A ideia de Bachelet é lançar uma chamada aos Governos do mundo, ao setor privado e à sociedade civil para que “deem prioridade à igualdade de gênero e à capacitação da mulher na agenda do desenvolvimento sustentável”, mas também para que “acelerem o início de seus compromissos”.
A diretora da ONU Mulheres quer o envolvimento da mulher em assuntos tão vitais para o desenvolvimento sustentável como o uso de energias renováveis e novas técnicas de pesca e coleta, porque, “primeiro de tudo, facilitaria sua vida, e, depois, porque teria um impacto muito propício sobre o planeta com esse tipo de decisões”.
Para a cúpula da Rio+20, Bachelet previu celebrar um encontro com as mulheres chefes de Estado e de Governo presentes para lançar “uma chamada” que impulsione o papel da mulher em todos os âmbitos. (Fonte: Portal iG)
SSA, 17.06.12

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A Formação do Ambientalismo no Brasil: um recorte histórico de 1968 a 1988. (Nilton Manoel Lacerda Adão. Geógrafo)


FONTE:  http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=710&class=21 

Acesso a fonte em 11.06.2012 (20:46)
 Trabalhos Enviados

No. 28 - 31/05/2009
A Formação do Ambientalismo no Brasil: um recorte histórico de 1968 a 1988
Este ensaio tem como objetivo descrever e refletir sobre as transformações que motivaram a evolução do movimento ambientalista no Brasil. O período a ser trabalhado inicia-se no conturbado ano de 1968 finalizando com a promulgação da Constituição e o assassinato de Chico Mendes em 1988 (...)
A Formação do Ambientalismo no Brasil: um recorte histórico de 1968 a 1988


Nilton Manoel Lacerda Adão. Geógrafo. niltonadao@hotmail.com
Joinville- SC.

Resumo

Este ensaio tem como objetivo descrever e refletir sobre as transformações que motivaram a evolução do movimento ambientalista no Brasil. O período a ser trabalhado inicia-se no conturbado ano de 1968 finalizando com a promulgação da Constituição e o assassinato de Chico Mendes em 1988. Esta fase da história recente do Brasil é palco de grandes transformações qual o ambientalismo sai do estado embrionário para dar seus primeiros passos. Formam-se, neste período, os pilares para a construção de uma nova “consciência” que valoriza e reconhece a necessidade dos meios naturais, busca contemporânea, fundamento da Educação Ambiental.

Palavras-chave: Ambientalismo. Movimentos sociais. Economia. Política.



Pertinência do Tema para Educação Ambiental

Fomentar novas atitudes nos sujeitos sociais é o desafio da Educação Ambiental (EA) na contemporaneidade. Fundamentada com base nas pressões da sociedade organizada, na forma do movimento ambientalista, a EA originou-se da luta de uma parcela da sociedade questionadora dos modelos sociais dominantes. Na atualidade agrega-se a esta questão a necessidade de um novo modelo de sociedade. Resgatar a historicidade do movimento ambientalista pode possibilitar ao educador ambiental uma análise, de forma crítica, das complexas relações entre os processos sociais e naturais de um passado recente, além de legitimar a EA como uma prática educativa primordial para construção de uma sociedade igualitária e um meio ambiente ecologicamente equilibrado.


A gênese do movimento ambientalista no Brasil: uma análise descritiva

Nas manifestações estudantis de Paris, em maio de 1968, jovens protestaram contra o modo de produção e a sociedade vigente ansiando por “um mundo melhor”. Esta nova proposta espalhou-se pelo mundo, os movimentos de contracultura ganharam consistência, mudando a maneira de agir e pensar de toda uma geração. No Rio de Janeiro, no dia 26 de julho do mesmo ano, estudantes e uma classe média intelectual organizaram a “Passeata dos Cem Mil” protestando contra a ditadura militar que assolava o país. Dias depois, aproximadamente vinte mil trabalhadores dos municípios de Osasco (SP) e Contagem (MG) mobilizaram-se em greves operárias. Na arte, Chico Buarque e Geraldo Vandré eram os ícones da música de protesto. Nesse mesmo período da história brasileira, em oposição criativa à ditadura, despontou o Tropicalismo de Caetano, Gil e Tom Zé.
Em resposta a essas manifestações contra os “militares”, em outubro, centenas de líderes estudantis foram presos. No mês de dezembro, foi decretado, no governo do Marechal Costa e Silva (1967-1969), o Ato Institucional nº 5 que dissolveu o Congresso Nacional e fortaleceu a ditadura militar. Ao mesmo tempo, a economia brasileira passou a atingir picos de crescimento jamais vistos no país. O período entre 1968 e 1973 ficou conhecido como o “milagre econômico brasileiro”. Enquanto outros países discutiam a degradação ambiental, representantes brasileiros, do então governo do General Emílio G. Médici (1969-1974), ofereciam o país para a exploração de seus recursos naturais sem restrições. Neste período, segundo Marcos Reigota,  o país buscava o destaque em relação aos demais paises emergentes da América Latina, neste sentido, “todos os seus projetos [do Brasil] que afetam  drasticamente o meio ambiente são considerados prioritários, e a preocupação  com o meio ambiente é considerada pelos militares e tecnocratas um luxo dos países ricos” (REIGOTA, 1997, p. 53-54). Foi  nesse ambiente antidemocrático e “desenvolvimentista” que o Brasil participou da Conferência de Estocolmo (Conferência da ONU sobre o Ambiente Humano) em 1972 como aponta Genebaldo Dias:

Para espanto do mundo, representantes do Brasil pedem poluição, dizendo que o país não se importaria em pagar o preço da degradação ambiental desde que o resultado fosse o aumento do PNB (Produto Nacional Bruto). Um cartaz anuncia: “Bem vindos à poluição, estamos abertos para ela. O Brasil é um país que não tem restrições. Temos várias cidades que receberiam de braços abertos a sua poluição, porque o que nós queremos são empregos, são dólares para o nosso desenvolvimento”. (DIAS, 2003, p. 36)

Toda essa euforia em nome do “crescimento a qualquer preço” perdeu força com as crises do petróleo no mundo e com as redefinições nas políticas econômicas internacionais. Assim, cada país passou a tomar medidas protecionistas para fortalecer seu mercado interno.  Findada a era do “milagre brasileiro”, o General Presidente Ernesto Geisel (1974-1979) assumiu o governo propondo uma abertura política “lenta, gradual e segura” que viria a se consolidar com as eleições indiretas para Presidência da República em 1984.
No entanto, apesar das dificuldades impostas pela ditadura e das limitações teóricas quanto ao entendimento das questões ambientais, que se detinham apenas ao “ambiente natural”, em 1971 foi criada a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN), Organização não Governamental pioneira do movimento ambientalista brasileiro liderada por José Lutzenberger. A participação vexatória do Brasil, na Conferência de Estocolmo desgastou de certa forma a imagem do país no exterior. Diante disto, motivado pelas pressões de seus credores internacionais, o governo federal em outubro de 1973 inaugurou a Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA) onde seriam tratadas as questões ambientais de âmbito nacional.  O Sema teve como titular o professor Paulo Nogueira Neto, responsável por delegações brasileiras em muitos encontros internacionais sobre a questão ambiental. Nogueira Neto, assim como José Lutzenberger, é considerado um dos grandes nomes do movimento ambientalista brasileiro.
Não se pode deixar de mencionar, na década de 70, os projetos governamentais para expansão das fronteiras para o “desenvolvimento do país”, acreditava-se que os problemas da reforma agrária e criação de novas fontes de riquezas estava no preenchimento populacional na floresta Amazônica, reconhecida como uma região de grande vazio demográfico como cita Reigota (1997, p.59) “era necessário conquistar o vazio verde, ou seja, a Amazônia, para garantir a integridade do território nacional e as riquezas da potência emergente”. As políticas voltadas para o “desenvolvimento” da Amazônia acentuaram os processos de grilagens, invasões e processos de colonização. Estes fatos fizeram da região norte do país um local de vários conflitos entre índios, colonos, madeireiros, mineradores, empresários, posseiros e extrativistas. Neste ambiente de forte luta pela questão da terra, emergiu a figura de Chico Mendes, fundador do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri em 1977, que na sua luta a favor dos seringueiros foi premiado com o “Global 500” cedido pela Organização das Nações Unidas. Este prêmio deu a Chico Mendes o reconhecimento internacional como o ambientalista da Floresta Amazônica.
Nos grandes centros urbanos uma classe média esclarecida faz com que o ideário ambientalista cresça dentro de uma proposta menos naturalista. Em setembro de 1978, no 1º Simpósio Nacional de Ecologia organizado em Curitiba (PR), que resultou no documento denominado “Carta de Curitiba”, criticou-se o “desenvolvimentismo”, apontando os problemas ambientais como sendo também, sócio-culturais. Vale a pena apresentar parte da “Carta de Curitiba” transcrita por Genebaldo Dias:

Os modelos desenvolvimentistas da atual sociedade de consumo e, muito especialmente, o modelo brasileiro, são modelos absurdos, porque insustentáveis, isto é, suicidas. Estes modelos repousam no esbanjamento orgástico de recursos limitados e insubstituíveis.  Eles significam a destruição sistemática de todos os sistemas de sustentação da vida na Terra. ( DIAS, 2003, p. 486)

É possível perceber que com o passar do tempo a questão ambiental aos poucos se apresentava como a necessidade de mudança de atitudes para alcançar um novo paradigma de sociedade, caso contrário, a degradação ambiental descontrolada tenderia (e tende) a tornar insustentável a vida, de todo o tipo, no planeta. Vale transcrever as palavras finais de José Lutzenberger responsável pela palestra de encerramento do Simpósio de Curitiba de 78.

Aqui deixo uma sugestão que me parece muito importante: que politólogos e sociólogos de visão se aprofundem no estudo da Ecologia e examinem detidamente o funcionamento dos sistemas naturais intactos, enquanto os houver. Suspeito que acabarão por descobrir modelos extremamente relevantes para a condição humana. Ali não existem estruturas de poder central, hegemonias, dominação. O que existe é constelação de equilíbrios. Progresso, ali, é esmero de equilíbrio. (LUTZENBERGER, 1985, p. 102)

É perceptível o engajamento político e social de Lutzenberger, que procura dimensionar o seu discurso fomentando a necessidade de estruturas políticas e socioeconômicas sem a alienação de qualquer forma de vida. Este discurso fundamenta-se num período em que o fim do regime militar passou a se tornar uma realidade e novos meios de progressos fundamentados em um regime democrático, sustentavam os ideários políticos da época.
 Assim, iniciou-se a década de 1980 com o processo de redemocratização que trouxe esperanças para as demandas sociais reprimidas, aumentando a força e a possibilidade de surgimento de novos movimentos sociais. Esperanças que se reforçaram com a volta dos exilados após a anistia de 1979. Dentre os exilados, muitos foram artistas, religiosos, escritores, professores, políticos, representantes de sindicatos, entre outros, que passaram a formar a intelectualidade e a “massa crítica” do país.
 Dentre eles, alguns foram responsáveis pelas criações e implantações de Organizações Não Governamentais (ONGs) no Brasil. Essas instituições têm um importante papel de difusão das questões que envolvem os problemas ambientais. Sobre o papel que as ONGs assumem no cenário nacional, Carlos Fico citou:


[...] no final dos anos 80, desenvolvi algumas pesquisas sobre um fenômeno que, naquela ocasião, chamávamos de “novos movimentos sociais”, vale dizer o pacifismo, o ecologismo, o movimento das mulheres, dos negros, dos índios, dos homossexuais e alguns outros, temas que guardam profunda relação com o campo de preocupação das ONGs. (FICO, 1999, p. 19)

Vale ressaltar, que desde 1981 o país já contava com a Lei nº 6938/81 dispondo da regulamentação de Estações Ecológicas, Área de Proteção Ambiental e da Política Nacional do Meio Ambiente. Já dispondo de uma legislação voltada para a questão ambiental, em meados de 1980, as inquietações no que corresponde à degradação ambiental também passou a fazer parte da discussões dos movimentos voltados para os setores populares. Sobre esta questão Eduardo Viola ressaltou:

[...] um setor significativo dos grupos ambientalistas tinha descoberto que a conexão com os setores populares era uma tarefa crucial; em várias cidades industriais, grupos ambientalistas começavam a dialogar sobre problemas comuns com ativistas sindicais (particularmente em áreas críticas como Cubatão, Criciúma, Camaçari, etc); no sul do país o movimento dos trabalhadores rurais sem terra aproxima-se dos ambientalistas, esboçando-se a palavra de ordem de reforma agrária ecológica; os movimentos pró água e esgoto na periferia das cidades recebiam muitas vezes o apoio de grupos ambientalistas; na Amazônia, os seringueiros e índios começavam a receber o apoio de algumas entidades ambientalistas do Sul-Sudeste. (VIOLA, 1992, p. 60-61)

Para finalizar as conquistas das duas décadas da gênese do movimento ambientalistas e suas conquistas, questão ambiental recebeu na Assembléia Constituinte diante das pressões externas um capítulo e outros artigos relevantes na Constituição da República Federativa do Brasil promulgada em 5 de outubro de 1988. Iniciando-se como resultado das transformações sociais e políticas, uma sólida legislação relacionada ao meio ambiente fundamentada na Carta Magma do país. Merece uma transcrição o Artigo 225 regulando que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de   defendê-lo  e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.” Neste documento, ao sugerir-se um meio ambiente ecologicamente equilibrado, entende-se como meio ambiente, todo espaço natural e de criação humana. Fundamenta-se como bem coletivo, impondo-se às propriedades privadas, o entendimento de que os recursos indispensáveis para a sobrevivência das gerações presentes e futuras são bens de uso comum cabendo a todos exigi-los, defendê-los e preserva-los. A abordagem dada à questão ambiental pela Constituição fez dela uma referência mundial ao tratar de determinado assunto em um documento que serve como diretriz para todas as ações políticas, sociais e individuais de um país.
O ano de 1988, usado como referência para finalizar este artigo se findou com uma notícia que viria a chocar toda  sociedade civil e ambientalistas do mundo inteiro. Foi assassinado de forma covarde com cinco tiros, Chico Mendes  que Boff (2004, p.142) muito bem soube definir como “São Francisco secular moderno”. Segundo este autor, Chico Mendes “ deixou a vida Amazônica  para entrar na história universal e no inconsciente coletivo dos que amam nosso planeta Terra e sua imensa biodiversidade”. (BOFF, 2004, p.143) Finaliza-se este artigo mencionando-se que este triste fato da história recente do país deve ser compreendido como o marco de uma luta que nunca deve cessar. Os dois olhos que se fecharam no dia 22 de dezembro de 1988 devem ser o pressuposto para as centenas de milhares de novos olhos e mentes que devem abrir-se.


Reflexões do autor para a atualidade
Os vinte anos de lutas e conquistas relatados no presente artigo, procuram, de maneira singela demonstrar alguns dos momentos relevantes para uma parcela da sociedade que resolveu se engajar na causa ambientalista. Vale ressaltar que as discordâncias conceituais sobre as formas de agir dos grupos que se intitulam ambientalistas sempre houve, mas este fato só tende a favorecer o desenvolvimento das discussões que a cada dia são mais consistentes e emergentes: a questão ambiental. Diante desta perspectiva, acredita-se ter formado em nosso país a possibilidade de uma visão ambientalista, fundamentada nas questões sociais, políticas e econômicas. Sendo que esta última ganhou forma nos “selos de qualidade” e nas “propagandas de um processo de produção sustentável”. Práticas que agregam valor aos produtos tornando a sua produção economicamente viável e lucrativa favorecendo um discurso de caráter economicista. Diante da complexidade das discussões que envolvem as questões de caráter ambiental, nos anos posteriores aos discutidos neste artigo, há a necessidade de uma análise  à parte. Esta reflexão deve possibilitar o surgimento de ações que busquem a concretização  de uma sociedade ecologicamente sustentável e com justiça social. Luta do passado e presente para a garantia do futuro. 

Bibliografia

BOOF, Leonardo. Ecologia: grito da Terra, grito dos pobres. Rio de Janeiro: Sextante, 2004.

DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: Princípios e Praticas. São Paulo: Gaia, 2003.

FICO, Carlos. Ibase: usina de idéias e cidadania. Rio de Janeiro: Garamond, 1999.

LUTZEMBERGER, José. Ecologia: do jardim ao poder. 10ª ed. Porto Alegre: L&PM, 1985.

REIGOTA, Marcos. Meio Ambiente e Representação Social. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 1997.

VIOLA, Eduardo J. O movimento ambientalista no Brasil (1971-1991): denuncia e conscientização pública para a institucionalização e o desenvolvimento sustentável. In: Goldemberg, Mirian.  Ecologia, Ciência e Política: participação social, interesses em jogo e luta de idéias no movimento ecológico. Rio de Janeiro: Revan, 1992.

domingo, 20 de maio de 2012

IV SENAFE - Seminário Nacional Filosofia e Educação: Confluências


Seminário Nacional de Filosofia e Educação: Confluências - 21 a 23 de maio de 2012.

O IV SENAFE - Seminário Nacional Filosofia e Educação: Confluências, com foco na temática “Interatividade, Singularidade e Mundo Comum”, visa aprofundar o debate sobre os desafios da formação no contemporâneo marcado pela influência da interatividade em todos os setores da vida. Os grupos de pesquisa proponentes Formação Cultural, Hermenêutica e Educação (GPFORMA) (www.ufsm.br/gpforma), Filosofia, Cultura Juvenil e Ensino Médio (FILJEM) e Racionalidade e Formação (GPRACIOFORM) (http://w3.ufsm.br/gpracioform), certificados pelo CNPq, pretendem, através do evento, proporcionar reflexões sobre propostas emergentes, no sentido de repensar a confluência entre Filosofia e Educação num tempo marcado pela reivindicação das diferenças.
O conceito de interatividade vai além do conceito de interação, pois neste não há uma separação em pólo emissor e pólo receptor. O conceito de interatividade vem da pop art, sendo caracterizado pela fusão sujeito-objeto, como, por exemplo, os parangolés de Hélio Oiticica, onde o espectador interfere, modifica e co-cria a obra com o artista. Os fundamentos da interatividade permitem a articulação de diversas redes, diversas conexões, possibilitando uma navegação livre, autônoma, sem direção pré-definida. Transposto para a docência, se traduz pela construção de uma obra coletiva, não mais centrada na figura do professor/emissor ou centrada no aluno/receptor. A docência nessa perspectiva representa um rompimento com a concepção linear de aprendizagem, situando-a de forma colaborativa, atualizada numa prática de construção de um percurso hipertextual.
A interatividade é um termo mediador surgido no contexto das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) para compreender e problematizar, por exemplo, a influência destas tecnologias na mudança das noções de singularidade e mundo comum. Podemos perceber o seu alcance, desde a transformação do mundo numa imensa aldeia global, como profetizava McLuhan, e suas conseqüências na aproximação entre povos e culturas, na mudança entre as noções de público e privado, como a invasão da privacidade e o enfraquecimento da esfera pública, até o impacto do universo das tecnologias virtuais na arte, na estética e na atuação da EaD.
Cabe questionar o efeito da interatividade para as reivindicações da singularidade e mundo comum, ou seja, para uma visão voltada ao cotidiano, ao particular e ao local, legitimada nas Ciências Humanas atualmente, e de uma razão interessada em cultivar um mundo comum, isto é, de uma visão afeita às tradições, que defende uma perspectiva ampliada de homem/mulher e, portanto, ainda preocupada com as possibilidades de desvelar um horizonte comum de tratamento dos problemas humanos. Nesse sentido, em tempos de comunicação interativa, como pensar a relação entre Filosofia e Educação, mais especificamente as relações da singularidade e mundo comum? De que modo isso repercute nas diversas instâncias pedagógicas, como a relação teoria e prática na formação? A educação responde aos desafios da criação coletiva proporcionada pelo espaço virtual? As tecnologias estão liberando ou aprisionando a criatividade do indivíduo e a busca do saber em sala de aula? Como ensinar Filosofia em tempos de interatividade constante? Se as noções de emissor e receptor se modificam no contexto das novas tecnologias, é possível estabelecer relações entre professor, aluno e conhecimento nesta perspectiva?
Enfim, estas serão algumas das questões debatidas no IV SENAFE, numa promoção conjunta dos Programas de Pós-Graduação em Educação e Programa de Pós-Graduação em Filosofia, da UFSM, visando dar continuidade às discussões que tratam de questões pedagógicas do ponto de vista filosófico.

SOBRE

Nome do Evento: 
IV Seminário Nacional de Filosofia e Educação – Confluências
Tema: Interatividade, Singularidade e Mundo Comum
Grande Área e Área de Conhecimento: 
Educação: 7080000-6
Filosofia da Educação: 7080101-0
Data e Horário 
Data: 21 a 23 de maio de 2012
Turnos: Manhã, tarde e noite
Local: 
Auditório C, Prédio 18 Auditório da Química e Centro de Educação
Universidade Federal de Santa Maria – UFSM

FONTE: 

Estratégia de Biodiversidade Urbana para a Natureza


Helsinki leva em conta as condições e as oportunidades do ambiente natural em seu planejamento eincentiva a conservação da natureza tanto na educação como na formação de uma consciência cidadãcrescente, sendo estes seus pilares.

Descrição breve do projeto


Os princípios de proteção dos valores naturais e da promoção do desenvolvimento sustentável estãorefletidos no Plano Geral de Helsinki, de 1992. Helsinki leva em conta as condições e as oportunidades doambiente natural em seu planejamento e incentiva a conservação da natureza, tanto na educação formal, com a inserção de projetos escolares sobre a temática ambiental, como com a formação de umaconsciência cidadã, a partir de espaços e projetos que incentivam o conhecimento e sobre o meio ambientee sua valorização, dentro e fora da cidade, sendo estes seus pilares. Concomitantemente, foi estudada aquantidade e a qualidade das áreas verdes do município, suas potencialidades e suas problemáticas, a fimde equilibrar as diferenças entre as regiões da cidade, promovendo intervenções necessárias em cada uma. As ações previstas e as decisões sobre as áreas protegidas e áreas verdes estão baseadas em dados deinventários científicos e buscam criar uma condição ambiental mais sustentável para a cidade.

Objetivos

• Reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa
• Proteger e desenvolver a biodiversidade em Helsinki
• Assegurar a competitividade da cidade nos negócios
• Incluir as áreas verdes e a arborização no planejamento urbano
• Aumentar interação e participação dos cidadãos na conservação ambiental
• Prevenir a exclusão social e segregação
• Proteger e promover a diversidade cultural e do ambiente urbano

Cronograma

• 1989: Helsinki elabora programa para proteção de áreas para conservação da natureza
• 1992: aprovado o Plano Geral de Helsinki
• 1993: inicia-se o processo de incentivo ambiental com um plano geral de gestão para os municípios e oMinistério do Meio Ambiente na Finlândia
• Março de 1997: Começa a discussão sobre o Plano de Ação para a Sustentabilidade
• Junho de 2002: Aprovado o Plano de Ação para a Sustentabilidade de Helsinki
• 2003: A cidade recebe o Prêmio de Cidade Européia Sustentável

Resultados

• Proteção de áreas naturais de importância local, nacional e internacional
• O sistema extensivo de áreas verdes e áreas de lazer manteve-se intacto às pressões da construção
• Documentação estratégica da flora e da fauna do município
• Aumento na consciência da população sobre a natureza na cidade e o desejo de protegê-la

Instituições envolvidas

• Cidade de Helsinki (City of Kelsinki)
• Centro de Meio Ambiente, Cidade de Helsinki (Environment Centre, City of Helsinki)
• Universidade de Helsinki (University of Helsinki)

Programa de Metas pelo Desenvolvimento Sustentável do Brasil. CONHEÇA A PEC 52/2011

CONHEÇA A PEC 52/2011
A PEC do Programa de Metas foi apresentada ao Congresso Nacional pela Rede Nossa São Paulo. Em julho do ano passado, a proposta deu entrada oficial na Câmara dos Deputados, com o apoio de 174 parlamentares de diversos partidos que subscreveram o documento.
No dia 26 de outubro, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) aprovou o texto, dando o aval para a sua tramitação na Casa.
Após a instalação da comissão especial, deverão ser realizadas audiências públicas para debater a PEC e receber sugestões de emendas ao texto. A primeira reunião já está marcada para o dia 25 de abril, às 14h30, no Plenário 14. Na reunião será apresentado o roteiro de trabalho e as deliberações dos requerimentos.
Nesta fase de tramitação da proposta, a Rede Nossa São Paulo convoca os representantes de organizações da sociedade civil e demais cidadãos que consideram o Programa de Metas um avanço para o país a enviarem mensagens para os deputados federais, solicitando a aprovação da PEC do Programa de Metas.
De acordo com a PEC, “o presidente da República, os governadores de estados e os prefeitos, eleitos ou reeleitos, apresentarão à sociedade civil e ao Poder Legislativo competente o Programa de Metas e Prioridades de sua gestão, até noventa dias após a respectiva posse”.
O Programa de Metas e Prioridades, determina o texto, deverá ter como base as propostas apresentadas durante a campanha eleitoral.
O programa deverá discriminará expressamente: as ações estratégicas, os indicadores de desempenho e as metas quantitativas e qualitativas para cada um dos setores da Administração Pública direta e indireta por unidades regionais de planejamento e desenvolvimento, observando, no mínimo, os objetivos, diretrizes, ações, programas e intervenções estratégicas e outros conteúdos conexos, apresentados como propostas da campanha eleitoral.
Ainda de acordo com a proposta, o Poder Executivo divulgará amplamente até 30 de abril, 31 de agosto e 31 de dezembro de cada ano os relatórios quadrimestrais de desempenho da execução do Programa de Metas e Prioridades.
O objetivo da iniciativa é estimular a melhoria da gestão pública e permitir à população avaliação e o controle das ações, obras e serviços realizados pelo Poder Executivo.

A íntegra da PEC está acessível pelo linkhttp://www.nossasaopaulo.org.br/portal/arquivos/PROPOSTADEEMENDAACONSTITUICAO2011.pdf

A tramitação da PEC 52/2011 na Câmara dos Deputados pode ser acompanhada pela internet, clicando http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=512217

FONTE:
http://www.cidadessustentaveis.org.br/pagina/node/130
20.05.2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

I Encontro de Secretários de Meio Ambiente das Capitais Brasileiras no Rio de Janeiro.


Secretários de Meio Ambiente debatem perspectivas da Rio+20 

Jornal do Brasil     06h59 17.05.2012

http://www.jb.com.br/ambiental/noticias/2012/05/17/secretarios-de-meio-ambiente-debatem-perspectivas-da-rio20/

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De hoje até amanhã (dias 17 e 18.05.12), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente vai promover o I Encontro de Secretários de Meio Ambiente das Capitais Brasileiras no Rio de Janeiro.
 O evento reunirá secretários de várias cidades do País para apresentar suas experiências e ações em seus respectivos municípios, debater o legado da Rio 92 e as ações com suas perspectivas da Rio+20, que ocorrerá em junho.

Caberá à cidade do Rio de Janeiro mostrar seu bem sucedido Programa "RIO, CAPITAL DA BICICLETA", cuja malha cicloviária é a maior do País e a segunda da América Latina, hoje com 270 km.
Haverá também a "Elaboração da Carta Rio pela Sustentabilidade" que, posteriormente, será apresentada na Rio+20.
Na sexta-feira, os secretários farão uma visita ao Centro de Operações da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova.

RESULTADO:I Oficina do Projeto Repensando o Conceito de Ruralidade no Brasil e suas Implicações para as Políticas Públicas.

Projeto Repensando o Conceito de Ruralidade no Brasil e suas Implicações para as Políticas Públicas
 
 
Foi realizada em maio a I Oficina do Projeto Repensando o Conceito de Ruralidade no Brasil e suas Implicações para as Políticas Públicas, promovida pelo Fórum DRS e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).
 
O evento contou com a presença de diversos especialistas no tema de diversos setores e ampliou o diálogo entre o governo federal e sociedade civil. Representantes de diversos órgãos públicos, entre eles o IBGE e o BNDES, participaram das discussões no Rio de Janeiro.
 
 
 

Fonte:  http://www.iicaforumdrs.org.br/iica2011/index.php
17.05.12

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Rio+20 ONU PEDE PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE


Rio+20: com Ronaldo e Bündchen, ONU pede participação da sociedade

Com o nome “Eu Sou Nós”, a versão local da campanha global The Future We Want (O Futuro que Queremos) incentiva a população a participar das discussões sobre o meio ambiente e buscar o pensamento coletivo enviando textos, fotos ou vídeos através da internet.
Segundo o site oficial da ONU, o material foi desenvolvido pelo Grupo Ogilvy, e a campanha terá veiculação nas rádios, canais de televisão, revistas e jornais de forma voluntária.
As contribuições podem ser publicadas no site:  www.ofuturoquequeremos.org.br. (Fonte: Portal Terra)